11/05/2008

Nasce um novo artista no Leon

Veja os GRAFITES do nosso aluno Luiz Felipe!
Vá em frente Luiz, o sucesso chegará...
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Daniel de Oliveira, ex-aluno do Leon


Você sabia que o ator Daniel de Oliveira estudou aqui em nossa escola??


Veja a entrevista a seguir


DANIEL DE OLIVEIRA
ELE BRILHOU COMO CAZUZA, DERRETEU CORAÇÕES EM CABOCLA, ENCAROU SEIS PERSONAGENS EM HOJE É DIA DE MARIA, EM BREVE ESTRÉIA COMO FREI BETO NO FILME BATISMO DE SANGUE E AINDA DISPÕE DE TALENTO PARA SER O VOCALISTA– AFINADÍSSIMO – DA BANDA PEDRAS PRA MOER. AOS 28 ANOS, DANIEL DE OLIVEIRA É UMA MISTURA DE VEEMÊNCIA, ATITUDE E UM CERTO CHARME MINEIRO, QUE ELE MESMO DEFINE COMO MISTÉRIO E SENSIBILIDADE.
Entrevista de Vanessa Lozinsky, da revista Estilo,online

Você se considera um mineiro típico?
Nasci e fui criado em Belo Horizonte. Não posso negar minha origem. Meu jeito de ser só mineiro entende. Quando estou na cidade, sinto-me como um encaixe de quebracabeça. Aproveito e ponho o papo em dia, pois minha família tem o costume de conversar muito. Também reencontro os amigos. Sentamos num bar, tomamos umas cervejas e ficamos falando até de madrugada.
O que mudou depois que passou a morar no Rio?
O sotaque. Quando vou para BH, sou o estrangeiro. No Rio, o mineiro. Estou há sete anos na cidade. Aos poucos fui me adaptando. A praia é a minha grande paixão, mas não adquiri o hábito de acordar cedo e dar um mergulho antes de ir para o trabalho, como fazem os cariocas. Para mim praia ainda é um acontecimento, com direito a um dia só para ela.
Há chance de você se tornar um surfista?
Pegar onda era um sonho de criança. Tentei duas vezes e não deu certo. Acho bacana, mas não tenho muita força de vontade.
A relação com a moda também sofreu influências cariocas?
O mineiro curte uma moda transada. Acredito que, talvez pelo clima praiano, no Rio as pessoas não liguem tanto para o assunto. Adoro comprar minhas próprias roupas. Gosto de um bom jeans e camiseta, de preferência da Diesel. As peças se encaixam como uma luva. Até parece que foram feitas sob medida.
É difícil ser um galã?
Não sei, acho melhor você perguntar a um [risos]! Não me prendo a esse estereótipo e arrisco ir na contramão. Ser reconhecido como um galã não é meu objetivo profissional, mas procuro não ter preconceito. No ano passado, em Cabocla, aceitei ser o Luís Jerônimo, que era o mocinho da novela, com o maior prazer. Mas também aprecio papéis de outsider, como o palhaço Quirino, um dos personagens da série Hoje É Dia de Maria.
Quando se olha no espelho, gosta do que vê?
Às vezes sim, às vezes não, como qualquer pessoa. Tem dias que acordo e pergunto: "Quem é esse cara aí?" Quando isso acontece, parto para cima desse Daniel que por algum motivo está brigado comigo. Se percebo que há alguma coisa errada, tento consertar. O espelho funciona como uma auto-análise. No momento estou satisfeito.
Como cuida da aparência?
Não faço nada em especial. Como estou sempre passando de um personagem para outro, espero uma nova proposta de trabalho para ver qual será meu próximo rosto. Entrego meus cachos sem frescura. Filmei o longametragem Batismo de Sangue, no qual interpreto o Frei Beto, e para a caracterização aplicava gel no cabelo para ficar com um visual bem careta. Adoro essas transformações. Tratar da pele já é mais difícil. De vez em quando vou a um dermatologista e escuto que deveria ser mais disciplinado.
O que faz para manter a forma?
Atualmente só trabalho. Para Hoje É Dia de Maria, fui aprender sapateado, que é um ótimo exercício físico. Já havia feito dança flamenca, em Belo Horizonte, onde um amigo meu é professor. Durante a adolescência joguei muito futebol - cheguei a participar de campeonatos -, pratiquei natação e capoeira, que desejo voltar a treinar um dia.
Você já teve que engordar e emagrecer por causa da profissão. É difícil enfrentar essas transformações físicas?
Agora sei que não, pois vi que consigo ter o corpo que for preciso. Na época do filme Cazuza, o Tempo Não Pára precisei perder 14 quilos para viver o cantor na fase terminal. O regime foi supervisionado pelo endocrinologista Osvino Pena e ele disse que eu era capaz de ficar tanto um cara fortão como um magrela. Possuir um metabolismo fácil de ser trabalhado é uma carta na manga para qualquer ator. Hoje acho que estou bem. Peso 69 kg [ele mede 1m74] e procuro manter uma alimentação normal.
Qual é a única coisa que não faria em nome da arte?
A arte para mim é ilimitada. Não sei dizer o que não faria. Há dois anos posei para um retrato que integrou uma exposição do fotógrafo Walter de Carvalho. Funcionou como uma prova de fogo. A idéia era fazer um nu frontal ambientado num ponto movimentado do Rio no meio da tarde. Quando o sinal fechou, tirei a roupa em frente aos carros. Depois das fotos perdi o pudor que tinha em relação a meu corpo. Foi quando percebi que estava pronto para aceitar um desafio como o Cazuza.
Você acredita em sonhos?
Como não acreditar? Alguns são tão reais. A banda Pedras pra Moer é um sonho que vivo junto com uns amigos de Minas. A gente não tinha a pretensão de formar um grupo, nossas reuniões eram pura diversão, mas encontrei um lugar para os ensaios e convoquei toda a galera para morar no Rio. Todo nosso tempo livre é dedicado à banda. Também comecei a escrever as canções. Gosto de pensar que conduzo meu caminho e que sou livre para ser o que quiser. Se pararmos para programar as coisas, nada acontece. Tenho disposição para enfrentar todos os desafios que a vida me apresentar.
Assim como o Cazuza, você aproveita a vida ao máximo?
Tenho a sensação de que não aproveito, de que poderia estar fazendo mais. Mas penso que tenho que ter a tranqüilidade para saber que não posso tudo de uma vez.
É conquistador? Quando quero sou. No entanto, acho esse negócio de sedução um perigo. Se um homem chega muito "armado", corre o risco de parecer ridículo e não conquistar ninguém. A simplicidade é o melhor truque. As mulheres percebem quando você está querendo se valorizar demais.
O que as mulheres possuem de mais encantador?
Tem papel e caneta? Preciso fazer uma lista [risos]. Mulheres sempre chamam a atenção. Depois que você sofre com o impacto da beleza exterior, a interior acaba sendo mais forte. Existem mulheres que nem são tão bonitas, mas são capazes de ser encantadoras e inteligentes.
É ruim ser uma celebridade? Essa palavra me incomoda um pouco. Mesmo reconhecido, faço questão de continuar vivendo normalmente, indo aos lugares que tenho vontade. Como dizia Cazuza, "só não há perdão para o chato". Fora isso, levo minha vida numa boa.